Cedro Australiano
Espécie O cedro-australiano
pertence à família da Miliaceae. Originário das regiões tropicais da Austrália
adaptou-se muito bem no Brasil, onde encontrou ótimas condições para o seu
desenvolvimento vegetativo e para a produção de madeira, sobretudo na área
do sul da Bahia e em toda a região sudeste. A finalidade do projeto prevê
a produção de madeira de excelente qualidade para serrarias e para o setor
moveleiro, até então sobrevivendo da extração de matas nativas (madeira de
lei).
Descrição da Espécie: - Porte da Árvore: apresenta-se de
grande porte podendo alcançar cerca de 50 m de altura e 2,0 m de diâmetro.
Tronco: é retilíneo, às vezes bifurcado, apresentando sapopemas baixas, assimétricas
e pouco desenvolvidas. Casca: apresenta-se grossa, dura, com deiscência em
placas retangulares e escamiformes, de coloração cinza a marrom, com manchas
de liquens, placas com 7,0 a 25,0 mm de largura e 10,0 a 30,0 mm de comprimento
por 10,0 mm de espessura. Folhas: são alternadas, pecioladas, paripenadas
e um pouco pendentes. Flores: estão reunidas em panículas terminais pendentes,
menores que as folhas com pedúnculo levemente ciliado, actinomorfas, unissexuais,
heteroclamídeas, pentâmeras, com 3 a 4 mm de comprimento. Frutos: são cápsulas
de 15 a 20 mm de comprimento por 10 mm de diâmetro, abrindo-se do ápice em
direção a base, de cor castanha escuro. Sementes: apresenta-se com 10 a 20
mm de comprimento por 3 mm de largura, aladas, presas nas cinco cavidades
da columela, de coloração castanho clara e apresentando no lado maior uma
faixa castanha escura diagonal, contornando a semente e prolongando-se por
quase todo o bordo, brilhante, exlabuminada e bitegminada. Copa: verde, densifoliada,
com tendência a forma apitata esférica e às vezes umbeliformes. Dados Fenológicos:
esta espécie floresce de setembro a novembro, frutifica entre janeiro e março
e perde toda a folhagem entre junho e julho, aproximadamente.
Exigências Climáticas: De acordo Toona ciliata M.Roem. cresce
em área com precipitação anual entre 800 e 1.800 mm com 2 a 6 meses, apresentando
um bom desenvolvimento em plantios de regiões com 4.000 mm de precipitação
anual. A temperatura para o seu desenvolvimento fica em torno de 20 a 26ºC,
no entanto a espécie sobrevive a temperaturas mínimas absolutas pouco abaixo
de 0ºC.
Exigência de Solo: A espécie não suporta solos argilosos
compactados e nem solos arenosos pobres. Na região da Zona da Mata de Minas
Gerias, essa espécie (Toona ciliata) tem-se desenvolvido muito bem em solos
mais planos e também em solos com declividade acentuada, sobretudo quando
plantada em consórcio com a cultura do café arábica. É uma espécie semi-esciófila,
apta a suportar leve sombreamento na fase juvenil. Por isso possui abundante
regeneração natural, mesmo onde foi introduzida como uma espécie exótica.
Devido a estas características e considerada uma espécie pantropical, ou seja,
cultivada em todos os trópicos.
Regeneração Natural: Toona ciliata tem boa regeneração
natural próximo às arvores produtoras de sementes, mesmo em áreas onde foi
introduzida como espécie exótica. Estudos desenvolvidos por OTÁROLA et al
(1976), na Costa Rica, foi observado que essa espécie tem capacidade de rebrotar
após o primeiro corte. Observou-se que 98% das cepas rebrotaram e, após o
segundo corte a rebrota atingiu 53%, apresentando-se vigorosa. Estes dados
foram coletados em plantios de quatro a sete anos.
Considerações Gerais: Toona ciliata var.australis apresenta
madeira similar à madeira do cedro ( Cedrela adorata e Cedrela fissilis ),
tendo as mesmas qualidades e sendo utilizadas para os mesmos fins. Apresentam
coloração avermelhada brilhante, com bonitas figuras, são fáceis de trabalhar
e apresentam moderada resistência a cupins com durabilidade mediana. Experimentos
conduzidos no Havaí indicam que a durabilidade natural de postes sem tratamentos
está em torno de quatro ( 4 ) ano e o peso específico varia entre 0,46 a 0,64
g/cm³.
Características Anatômicas da Madeira: Segundo ,
a madeira de Toona ciliata var. australis apresenta as seguintes características
anatômicas: poros solitários e em seqüências Radiais (dois a cinco poros por
seqüência); freqüentemente encontram-se anéis concêntricos de poros grandes,
desconectados no início de cada zona de crescimento. O parênquima axial é
umbicado na confluência das zonas de crescimento, em forma de linhas concêntricas
de poros largos. A figura da madeira e formada pela seqüência concêntrica
de poros e é proeminente quando a madeira é laminar. As fibras da madeira
do lenho inicial do Toona ciliata var. australis tem um comprimento médio
de 0,75 mm e do lenho de verão, 1,37 mm.
Utilização da Espécie: A madeira de Toona ciliata var. australis
é considerada uma das melhores da Austrália. Apresenta coloração marrom avermelhada
e é de boa durabilidade, de fácil secagem e armazenagem. E também de fácil
desdobro. Possui odor agradável. Embora macia e de textura grossa é de fácil
processamento. A madeira produzida e de uso bastante generalizado em virtude
de suas ótimas e múltiplas propriedades. É largamente empregada na indústria
de contraplacados, compensados e móveis; nas obras de entalhe e esculturas,
em portas, janelas e especialmente na fabricação de portas grandes de garagens
e de porteiras de pastagens e fazendas por tornarem-se extremamente leves.
E empregada ainda na construção naval e aeronáutica; para confecção de lápis;
na produção de caixas de charutos e muitas outras aplicações artísticas como
confecção de instrumentos musicais, fundos de fórmica, e outras finalidades
especiais.
Generalidades Atribuídas a Espécie: Em alguns
lugares as flores dessa espécie são usadas como corantes. Na índia, as folhas
são usadas como forragem para o gado bovino. A casca e adstringente e energética,
outrora muito recomendada no tratamento de desinterias. Ainda hoje a sua decocção
serve para lavar feridas e úlceras e também para combater a febre. E ainda
muito útil.
Produtor fatura alto com o cedro australiano
O cedro australiano, uma espécie exótica,
originária da Austrália, desponta como opção para os produtores que buscam
diversificar suas atividades para ampliar as fontes de renda, e destinam parte
da propriedade para o reflorestamento.
Os técnicos evitam falar a respeito do preço das toras do cedro australiano.
Mas, considerando a demanda por madeira de usos nobres, principalmente por
conta das restrições legais ao corte das árvores nativas, pode-se afirmar
que a boa remuneração é garantida.
Ele destaca que o cedro australiano
é muito parecido com o cedro nativo e as perspectivas são muito boas, porque
o mercado tem um grande potencial de consumo de madeira. Mesmo com boas perspectivas
para o produtor faz algumas recomendações aos que pensam em plantar a espécie
com objetivos comerciais.
Cuidados. O cedro australiano, é uma espécie florestal que se apresenta como
opção ao eucalipto e não pode, nunca, ser comparada a ele.
O cedro australiano é uma opção, mas
diferente do eucalipto, que pode ser plantado em qualquer tipo de solo, inclusive
as áreas degradadas. A espécie só apresenta bom desenvolvimento, se for plantada
em solos férteis. "É uma planta que precisa de solos de alta fertilidade",
A recomendação do engenheiro agrônomo para o produtor é reservar para o cedro
australiano uma área que represente entre 5% e 10% da propriedade. Isso porque,
além da exigência de solo fértil, a rotação é longa. O eucalipto se for utilizado
para a produção de móveis, precisa do mesmo tempo para o corte. Entretanto,
a árvore pode ser cortada aos sete anos, se a destinação for para a produção
de celulose. Ou antes, mesmo deste período, para uso de caixotaria, ou para
a construção civil.
Além de escolher terras férteis para
o plantio de cedro australiano, o produtor deve buscar orientação técnica
para não cometer erros que possam comprometer seu investimento
O plantio , deve ser adensado para permitir o desbaste. A recomendação é o
plantio de 2,5 mil mudas por hectare. De quatro em quatro anos deve ser feito
o desbaste (retirada de galhos e algumas plantas) para que o crescimento não
seja prejudicado.
O plantio adensado é necessário porque a árvore que cresce isolada fica com
o tronco cônico (a base mais larga) e perde o valor comercial. Se as mudas
são plantadas mais juntas, há redução no número de galhos e o tronco não fica
com a base alargada.
Com os desbastes, as 2,5 mil mudas do início do plantio serão reduzidas para
300 árvores 20 anos após. Nesta idade as árvores terão tamanho entre 15 e
20 m (equivalente a um prédio de cinco andares). A tora que será vendida para
as serrarias medirá 8m de altura e 70cm de diâmetros, resultando em mais de
1m3 de madeira.
O cedro australiano (Toona ciliata australis) é uma espécie exótica, proveniente
de várias regiões da Austrália.
Sua madeira é idêntica à do cedro brasileiro (Cedrela fissilis), nativo do
Brasil.
A madeira, de uso nobre, é indicada para a fabricação de móveis finos e acabamentos
em construção civil.
O cedro australiano apresenta bom crescimento em regiões de 500 a 1.500 m
de altitude e com regime pluviométrico de 800 a 1.800 mm/ano, com dois a seis
meses de estiagem.
Tolera geadas leves de curta duração. As plantas não suportam solos mal drenados,
que acarretam morte por encharca mento das raízes.
No Brasil, o cedro australiano encontrou condições favoráveis ao seu desenvolvimento,
que é comparável ao do eucalipto.
Entretanto, diferente do eucalipto, que pode ser plantado em áreas degradadas,
o cedro australiano, para ter bom desenvolvimento, precisa ser plantado em
solos férteis.
Em municípios da região de montanha, como Venda Nova do Imigrante, Marechal
Floriano e Domingos Martins, há produtores que cultivam cedro australiano.
Os técnicos sugerem o plantio de cedro australiano como opção ao eucalipto.
Mas, o produtor não deve ocupar mais que 10% de sua propriedade com a espécie
O custo médio da lavoura é de R$ 5 mil por ha.
Os técnicos evitam falar em preço. Mas, considerando a demanda por madeiras
de uso nobre, pode-se afirmar que é uma cultura com retorno garantido.
PRODUÇÃO DE MUDAS:
Pode ser adotados dois sistemas de produção de mudas,
a saber:
SEMENTEIRAS:
Para plantio no campo, pois elas têm sistema radicial perfeito e podem permanecer
mais tempo no viveiro, sem Geralmente o produtor faz a opção por este sistema
de produção de mudas, por ser de menor custo e de proporcionar uma melhor
manejo de acordo com as condições de mão de obra da propriedade rural.
O semeio e feito a lanço e em seguida, as sementes devem ser cobertas por
uma fina camada de areia ou de areia e cinza, aproximadamente com 2 cm de
espessura.
Após a germinação as mudas devem ser sombreadas, principalmente nas horas
mais quentes do dia.
As plantas podem ser repicadas após duas semanas de semeadura ou quando as
mesmas atingirem 5 cm de altura , em sacos de polietileno de 30 cm de altura
por 18 cm de diâmetro.
Hoje é viável a produção de mudas em tubetes apresentar defeitos que venham
a comprometer o sistema radicular, o desenvolvimento e a produção final da
planta.
Produção em Tubetes:
a produção de mudas em tubetes, recomenda-se uma mistura de composto
orgânico (90%) e terra de subsolo areno-argilosa (10%). Colocando de 2 sementes
por tubetes ou por meie transplantes de mudas da sementeira. Produzindo mudas
de Cedro Australiano em tubetes de 120cm3, para que apresentem
maior porte no momento de irem para o campo.
1- Espaçamento:
Por apresentar sistema radical superficial,
as plantas desta espécie necessitam de espaçamentos mais amplo par o caso
de plantios em consórcio com outras espécies e para enriquecimento de áreas
de capoeiras para suprir-se bem de água e nutrientes.
Em plantios adotado o espaçamento de 2,0 x 2,0 m efetuando-se um desbaste
após dois anos, deixando espaçamento final de 4,0 x 4,0 m e 6,0 x 6,0 m.
Neste caso as plantas desenvolvem-se bem em altura nos dois primeiros anos
e com o desbaste, irão crescer mais em diâmetro e conseqüentemente em volume.
Com idade entre 8 e 10 anos no máximo, as árvores já estarão prontas para
a exploração sustentável e comercialização.No Brasil o Cedro Australiano encontrou
condições favoráveis ao seu desenvolvimento, que é comparável ao do eucalipto.
Isso não significa um rendimento igual ao do eucalipto, uma vez que a tecnologia
brasileira é a melhor do mundo na produção específica no espaçamento 3 x 3
m. Assim tem-se 1111 plantas por hectare. São necessários um desbaste
aos 4 anos, quando são removidas de forma sistemática 450 plantas, e outro
aos 8 anos, quando são removidas de forma seletiva 300 plantas, as 350 melhores
são poupadas para o corte raso a partir dos 12 anos. A madeira do segundo
desbaste é aproveitada para usos nobres como fabricação de móveis. As árvores
remanescentes, mais espaçadas, apresentarão ganho em diâmetro. Sua madeira
é idêntica à do cedro brasileiro (Cedrela fissilis), nativo do Brasil,
indicada para a fabricação de móveis finos e acabamentos em construção civil.
A madeira de ambos está cotada em R$ 1400,00/m3 (Junho/2004). O
crescimento rápido da planta permite o consórcio com outras atividades: agrícola,
já no primeiro ano, ou pecuária, a partir do segundo ano, o que barateia a
manutenção da floresta e gera renda antecipada. Para a implantação de consórcios,
ou é recomendado o espaçamento 8 x
2 m, que permite a mecanização e aumenta a insolação na área.Já foi comprovado
que a broca da gema apical (Hypssipyla grandella) broca
da gema apical que causa grandes danos ao cedro e mogno brasileiros,
não ataca a Toona
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CERTIFICADO NO RENASEM NUMERO SP-00919/2006
CERTIFICADA COM ANALISE FEITA NO LABORATORIO
DA CATI.
NUMERO DO CREA 5061178931/D
DO ENGENHEIRO AGRONOMO RESPOSAVEL PELA EMPRESA
NUMERO DO RENASEM SP01017/2006 DO ENGENHEIRO AGRONOMO RESPOSAVEL PELA EMPRESA